sexta-feira, 2 de julho de 2010

Até breve, enamorados!

Gostaríamos de agradecer a todos que assistiram o espetáculo de teatro "Os Enamorados" em sua temporada de estréia e de contar com o apoio para a divulgação de nossa próxima temporada.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer à nossa querida equipe pelo trabalho realizado durante esses meses.

Agradecemos especialmente aos nossos apoiadores: Academia Espaço 10, Casa Preta, Casas Ruas, Centro Técnico do TCA, Companhia da Pizza, Contraste Editora Gráfica, Escola de Teatro da UFBA, Fast Mídia, Lavanderia Lavoro, Mar Brasil Hotel, Massoclin, Moart Camisetas, Núcleo Viladança, Physio Pilates, Ristorante La Figa, Teatro Vila Velha, TVE, TV Salvador, Uranus2,

Até breve, enamorados!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Última semana da comédia Os Enamorados no Vila!!!


Cerca de 1.500 pessoas já assistiram aos Enamorados. Agora só falta você!
25, 26 e 27 de junho às 20h no Teatro Vila Velha.
Tem estacionamento e o preço é super acessível: R$ 10, 00 e R$ 5,00.
Uma boa pedida para quem vai ficar em Salvador no São João.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Com a palavra: Bruno de Sousa

Os enamorados

Quando se fala em Goldoni- penso eu- em Itália, em Comedia dell"arte, em farsa. Foi com essas referências que curiosamente cheguei no teatro. O texto não conhecia, a história presumia mas a curiosidade me era instigante. Não sei ao certo os motivos mas estava curioso. O espetáculo começou. O cenário requintado, vermelho da paixão com lustres flutuantes fazendo o adorno da caixa cênica. Uma sala de estar, pensei. Lembrei-me do Teatro Elisabetano com suas cortinas felpudas, tapetes luxuosos, níveis altos. O figurino, mesclava antiguidade com modernidade. Um completava o outro, o conceito era o mesmo. Iluminação de sombras, tons escuros, diria finos, não sei, me parecia requintado. Entram os atores. Espero a leveza, os trejeitos farsescos, a agilidade. Estranho. Tinha um toque diferente. Surpreendente. Fiquei estranhado, estranhamento, estranhei. O corpo desenhava a fala, acompanhava o gesto, criava um novo código. A cada fala uma nova partitura física. O verbo e a ação pareciam estar colados, fixos. Uma dependência mútua. Estranhei novamente. Refleti. Aliás, não refleti. Só depois. Não dava tempo. Pouco a pouco me enamorei. A historia de amor simples, clichê, dessas em que o casal se ama mas não se entende sabe? Lembrei do Cravo e a Rosa, A Megera domada, Romeu e Julieta. Lembrei dos casais apaixonados que não se entendem ou que não querem se entender. Lembrei ainda daqueles que são impedidos de se entenderem. Enfim... Então quando eu menos esperava, outra surpresa: luta. Isso mesmo. Os atores mais precisamente Eugênia e Fulgêncio criavam suas relações através de partituras físicas de afeto ou de raiva. Lutavam entre si. Era estranho, diferente e muito bem executado diga-se de passagem. Nossa! Que interessante, pensei. A falta de dialogo dos personagens contrastava com a simbiose orgânica dos atores. Prontidão. Foco. Agilidade. Leveza. Prontidão. Prontidão e prontidão. Gosto da forma como foi dito o texto, da forma como foi dançado o texto. O texto em si, talvez nem gostaria. Que namoro bonito o de vocês: elenco e diretor apaixonados. Saldo da noite: Enamorei! Aquele prévio estranhamento aflorou mais uma paixão. E se até Brecht provoca o estranhamento... quem sou eu pra não estranhar...

Parabéns Antônio Fábio, Parabéns Rô, Parabéns elenco. Belo espetáculo! Ousado, diferente e principalmente muito bem executado. Sai feliz da sala "requintada". Sai enamorado!

http://www.espetaculoosenamorados.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Hoje


Hoje Os enamorados deixa de ser só nosso e cumpre o seu destino de ser de todos. De todos os ouvidos e olhos atentos. De todos os corações e almas enamoradas. Hoje compartilharemos o nosso segredo, nossa confissão, nossos dias e noites.
Três meses se passaram desde o dia em que nos vimos de frente e nos juntamos na tarefa de transformar texto em fala, em gesto, em silêncios e vertigem. Três meses dando forma a idéias, encharcando camisas, enchendo balões de ar, correndo atrás dos rabos, afinando cordas, polindo metais, varrendo chãos, dando corda nos relógios...
Bem, é hoje e não amanhã, ou depois. Hoje!
Hoje é dia de rir, de choro também. A dor de perder o lugar seguro , o porto feliz dos ensaios, a sala fechada, a cumplicidade dos pares. A alegria de ganhar o mundo, os cômodos da casa, seus jardins, a rua em frente, as grande avenidas das grandes cidades. O coração de muitos e a língua de tantos outros.
Hoje é dia de teatro!

Antonio Fábio

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Baile dos Enamorados

Sábado dia 12 de junho é dia dos namorados e tem Baile temático com tudo diferente. Ou quase tudo. O Baile que é a sua discoteca de música brasileira, terá na linha de frente os mesmos dois zagueiros não-convocados por Dunga, os também DJs, camilofróes e el Cabong. Teremos samba, rock, samba-rock, frevo, forró e batucada, isso também permanece. Vai ser uma festa animada com sorrisos de boca inteira, nisso também não mexemos. Mas o resto mudou. Excepcionalmente e especialmente, o Baile acontecerá no palco principal do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, devido à reforma do nosso lar original. O estacionamento é amplo, a cerveja é Skol e infelizmente não aceitaremos nenhum cartão. Começará quase pontualmente às 23h, custará 12 reais, sem consumação mínima.

Esta edição do Baile, que segundo consta, é a de número 34, não é apenas um Baile. Fechamos duas parcerias legais. Este Baile é a festa de promoção do espetáculo Os Enamorados, que está em cartaz no Teatro Vila Velha durante o mês de junho. E é também a festa de encerramento do projeto Interação e Conectividade, do Grupo Dimenti, o que é muito bom, pois já é garantia de um bom número de amigos e gente louca para se divertir. No Teatro Vila Velha, as regras são outras e algumas coisas é preciso saber. A mais importante delas é que não trabalharemos com cartões. É só dinheiro. A compra de bebidas será feita através de ficha. A cerveja vai ser Skol em lata e as bebidas quentes vão comparecer. Não vai poder fumar como já não pode em qualquer lugar, e teremos som em apenas uma pista maior. Vai ser um Baile bem diferente, e por isso mesmo, imperdível.

el Cabong e camilofróes mantém a pegada e a qualidade que seguram a festa há quase 3 anos, com variações entre novo, clássico e antiguidades, tanto do samba, como do rock, do xote e de gêneros menos classificáveis. Teremos momentos especiais de amor e de dançar juntinho para você que levar o seu namorado ou sua namorada para dançar e ser feliz, mas a noite também vai ser para quem quer esquecer que é dia dos namorados e simplesmente dançar até o pé começar a reclamar.

Então vamos revisar: Baile Esquema Novo dos Enamorados e do Interação e Conectividade, especialmente no palco do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, às 23h, mais barato, 12 reais, com cerveja Skol, sem aceitar cartão - só dinheiro, com estacionamento e muito amor. Outro clima, outro espaço, novas aventuras, esperamos você lá, que esse Baile vai ser pra namorar.

SERVIÇO

Baile Esquema Novo dos Enamorados e do Interação e Conectividade
com
camilofróes
el Cabong

12 de junho
sábado
às 23h
r$12

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Da história de Os enamorados


Em janeiro de 2007, entrei pela primeira vez no Piccolo Teatro. Fazia um frio de rachar em Milão com neve e tudo, e ali no Piccolo senti o calor de casa. Calor da casa não só do Brasil, mas da casa dos meus avós milaneses que nunca conheci, mas que por coincidência haviam morado ali por perto.

Me aceitaram como ouvinte na Escola de Teatro do Piccolo e assim acompanhei durante seis meses as aulas, ensaios e apresentações de um talentoso e simpático grupo de jovens atores italianos.

Esta foi uma experiência incrível, da qual nunca vou me esquecer. A seriedade e disciplina daqueles jovens atores era invejável. Não deveria ser de outra forma, já que eram cerca de 20 atores de toda Itália e tinham sido escolhidos dentre tantíssimos. Invejável também era a equipe de professores, que tinha em sua maioria mais de 60 anos, dentre eles: Luca Ronconi, Enrico d’Amato, Lydia Stix e Marise Flach (www.piccoloteatro.org).

Ao final dos 6 meses, o grupo foi dividido em 2 subgrupos, os quais encenaram “A Gaivota” de Tchekov e “Os Enamorados” de Goldoni.

Assim, conheci “Os Enamorados” e também me enamorei. Era um texto do Goldoni que não conhecia.

Quando cheguei ao Brasil, tive vontade de traduzir o texto, já que ninguém tinha ouvido falar e que se tratava de um autor italiano tão conhecido.

Só comecei a traduzir “Os Enamorados” de fato quando Antonio Fábio e Will Brandão mostraram interesse em ler o texto. Esse foi meu grande estímulo. Cada nova cena que traduzia eu ia enviando para eles, que iam juntando as cenas dos próximos capítulos e construindo a história do casal de namorados.

Foi um trabalho muito difícil, árduo. Nunca havia traduzido um texto antes e não sabia que era tão trabalhoso. Cada palavra a ser traduzida era muito bem estudada, ainda mais por se tratar de um texto do século 18 com uma linguagem que não se ouve nas ruas da Itália de hoje.

Para dificultar ainda mais a tradução, o texto de Goldoni tinha expressões de época em uma espécie de milanês, pois o texto original se passa em Milão. No entanto, eu tinha uma carta na manga: Renata Proserpio, minha mãe caríssima, que aprendeu como primeira língua o milanês e me ajudou muito na tradução. Outra ajuda super importante foi a de Lívia Cunha, amiga que também morou na Itália e que acelerou o processo de tradução.

A idéia não foi a de traduzir o texto para seu equivalente em português. O texto foi traduzido com o intuito de montar o espetáculo, e assim, já no processo de tradução, algumas adaptações foram feitas de acordo com o contexto que queríamos retratar. O texto de Goldoni parecia muito formal; com uma linguagem distante de nossa época; com modos formais de tratamento entre as pessoas que a língua italiana naturalmente possui; e com expressões italianas e construções de frase que não se entenderiam bem se fossem traduzidas ao pé da letra. Buscamos uma linguagem um pouco mais coloquial, mais próxima do público.

Com o texto traduzido, pensávamos ter em mãos a única versão para o português dos Enamorados, mas finalmente descobrimos através do ator Agê Habib que existia sim uma tradução chamada “Os Apaixonados”, encontrada no Rio de Janeiro. Entretanto, esta foi uma tradução que não contribuiu para o nosso espetáculo, pois nos soava antiga. O título “Os Apaixonados” parecia também ser inadequado, já que Goldoni escreve o texto inspirado nas personagens típicas da commedia dell’arte que são os enamorados. Normalmente, os enamorados são personagens que se amam, mas que, por algum motivo externo a eles, não conseguem ficar juntos. Neste texto de Goldoni, os enamorados são os protagonistas da história e também se amam, mas que, por motivos intrínsecos a eles mesmos, os ciúmes, não conseguem ficar juntos.

Afinal foram meses de tradução, mas o texto que utilizaríamos para a peça ainda não era aquele. Precisávamos de cortes e adaptações e isso quem se encarregou foi o diretor Antonio, para que pudéssemos contar a nossa versão dos Enamorados de Goldoni.

Gostaria de agradecer às contribuições de Renata Proserpio e Lívia Cunha à tradução e também aos atores e diretor do espetáculo, que durante os ensaios encontraram palavras mais adequadas para contar essa história.

As palavras que usamos em cena são apenas pretexto.

Luisa Proserpio

Teatro Saladistar




Foi no espetáculo "Salomé, de Oscar Wilde" do Teatro Saladistar onde tudo começou...nas pausas dos ensaios desta tragédia de Wilde, Antonio Fábio, Luisa Proserpio e Will Brandão costumavam conversar sobre teatro...e assim dessas conversas surgiu o projeto do espetáculo "Os Enamorados".

Além de Antonio, Luisa e Will, outros nomes do espetáculo "Os Enamorados" já fizeram parte de trabalhos do Saladistar: Rodrigo Frota, Danillo Novais e Ciro Sales.

Temos muito a agradecer à diretora do Teatro Saladistar, Amanda Maia, que não por acaso proporcionou o encontro destes enamorados.

Um abraço enamorado a todos do Saladistar!

Saiba mais sobre Teatro Saladistar: http://www.teatrosaladistar.com/nucleo/

O Teatro Saladistar surgiu em 2007, a partir do encontro de um heterogêneo grupo de artistas oriundos, em sua maioria, da Escola de Teatro da UFBA e liderado pela diretora teatral Amanda Maia. O coletivo realiza pesquisas e investigações cênicas numa proposta contemporânea e polissêmica dos signos de nosso tempo, aliando teatro à música e à dança. O Saladistar já montou A Serpente, de Nelson Rodrigues, e Salomé, de Oscar Wilde, espetáculo indicado a dois prêmios Braskem de Teatro em 2009, vencedor com o cenário de Rodrigo Frota. Investe agora em um texto inédito, o espetáculo 'O Avesso de Eva', de autoria e direção de Amanda Maia, em cartaz até Dezembro na Fundação Casa de Jorge Amado.

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