quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

2011

Queridos frequentadores do blog de "Os Enamorados", estamos preparando surpresas e novas temporadas para 2011!

Enquanto isso seguem links de fotos e vídeo para matar a saudade do espetáculo:

http://www.flickr.com/photos/leoazevedo/sets/72157624209032042/

http://www.youtube.com/watch?v=iSbUhyJ5hAY

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Até a próxima!


Obrigado aos nossos apoiadores, à nossa equipe, à Sala do Coro! Ao público!!! A todos que participaram da nossa segunda temporada! Até a próxima, enamorados!


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Daniel Farias


Neste último fim de semana da comédia Os Enamorados, teremos as participações especiais dos atores Daniel Farias ("As Aventuras do Maluco Beleza", "Canteiros de Rosa) e Igor Epifânio ("A Bofetada", "Mestre Haroldo e os Meninos")! Não perca!!!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Rádio Transamérica Pop: Os Enamorados

Rádio Transamérica Pop: Os Enamorados: "O ciúme e a paixão protagonizam o espetáculo teatral “Os Enamorados”, tradução inédita da comédia de Carlo Goldoni, na sala do coro do ..."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Igor Epifânio


O ator Igor Epifânio ("A Bofetada", "Mestre Haroldo e os meninos") fará participação especial na comédia Os Enamorados nestes dois últimos fins de semana de temporada! Não perca!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

NOVA TEMPORADA!!!


O público pediu e nós voltamos!

Os oito atores da comédia Os Enamorados já estão ensaiando para sua nova temporada na Sala do Coro do Teatro Castro Alves.

De 24 de setembro a 17 de outubro de 2010, sextas, sábados e domingos, ás 20h.

Não perca!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Até breve, enamorados!

Gostaríamos de agradecer a todos que assistiram o espetáculo de teatro "Os Enamorados" em sua temporada de estréia e de contar com o apoio para a divulgação de nossa próxima temporada.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer à nossa querida equipe pelo trabalho realizado durante esses meses.

Agradecemos especialmente aos nossos apoiadores: Academia Espaço 10, Casa Preta, Casas Ruas, Centro Técnico do TCA, Companhia da Pizza, Contraste Editora Gráfica, Escola de Teatro da UFBA, Fast Mídia, Lavanderia Lavoro, Mar Brasil Hotel, Massoclin, Moart Camisetas, Núcleo Viladança, Physio Pilates, Ristorante La Figa, Teatro Vila Velha, TVE, TV Salvador, Uranus2,

Até breve, enamorados!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Última semana da comédia Os Enamorados no Vila!!!


Cerca de 1.500 pessoas já assistiram aos Enamorados. Agora só falta você!
25, 26 e 27 de junho às 20h no Teatro Vila Velha.
Tem estacionamento e o preço é super acessível: R$ 10, 00 e R$ 5,00.
Uma boa pedida para quem vai ficar em Salvador no São João.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Com a palavra: Bruno de Sousa

Os enamorados

Quando se fala em Goldoni- penso eu- em Itália, em Comedia dell"arte, em farsa. Foi com essas referências que curiosamente cheguei no teatro. O texto não conhecia, a história presumia mas a curiosidade me era instigante. Não sei ao certo os motivos mas estava curioso. O espetáculo começou. O cenário requintado, vermelho da paixão com lustres flutuantes fazendo o adorno da caixa cênica. Uma sala de estar, pensei. Lembrei-me do Teatro Elisabetano com suas cortinas felpudas, tapetes luxuosos, níveis altos. O figurino, mesclava antiguidade com modernidade. Um completava o outro, o conceito era o mesmo. Iluminação de sombras, tons escuros, diria finos, não sei, me parecia requintado. Entram os atores. Espero a leveza, os trejeitos farsescos, a agilidade. Estranho. Tinha um toque diferente. Surpreendente. Fiquei estranhado, estranhamento, estranhei. O corpo desenhava a fala, acompanhava o gesto, criava um novo código. A cada fala uma nova partitura física. O verbo e a ação pareciam estar colados, fixos. Uma dependência mútua. Estranhei novamente. Refleti. Aliás, não refleti. Só depois. Não dava tempo. Pouco a pouco me enamorei. A historia de amor simples, clichê, dessas em que o casal se ama mas não se entende sabe? Lembrei do Cravo e a Rosa, A Megera domada, Romeu e Julieta. Lembrei dos casais apaixonados que não se entendem ou que não querem se entender. Lembrei ainda daqueles que são impedidos de se entenderem. Enfim... Então quando eu menos esperava, outra surpresa: luta. Isso mesmo. Os atores mais precisamente Eugênia e Fulgêncio criavam suas relações através de partituras físicas de afeto ou de raiva. Lutavam entre si. Era estranho, diferente e muito bem executado diga-se de passagem. Nossa! Que interessante, pensei. A falta de dialogo dos personagens contrastava com a simbiose orgânica dos atores. Prontidão. Foco. Agilidade. Leveza. Prontidão. Prontidão e prontidão. Gosto da forma como foi dito o texto, da forma como foi dançado o texto. O texto em si, talvez nem gostaria. Que namoro bonito o de vocês: elenco e diretor apaixonados. Saldo da noite: Enamorei! Aquele prévio estranhamento aflorou mais uma paixão. E se até Brecht provoca o estranhamento... quem sou eu pra não estranhar...

Parabéns Antônio Fábio, Parabéns Rô, Parabéns elenco. Belo espetáculo! Ousado, diferente e principalmente muito bem executado. Sai feliz da sala "requintada". Sai enamorado!

http://www.espetaculoosenamorados.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Hoje


Hoje Os enamorados deixa de ser só nosso e cumpre o seu destino de ser de todos. De todos os ouvidos e olhos atentos. De todos os corações e almas enamoradas. Hoje compartilharemos o nosso segredo, nossa confissão, nossos dias e noites.
Três meses se passaram desde o dia em que nos vimos de frente e nos juntamos na tarefa de transformar texto em fala, em gesto, em silêncios e vertigem. Três meses dando forma a idéias, encharcando camisas, enchendo balões de ar, correndo atrás dos rabos, afinando cordas, polindo metais, varrendo chãos, dando corda nos relógios...
Bem, é hoje e não amanhã, ou depois. Hoje!
Hoje é dia de rir, de choro também. A dor de perder o lugar seguro , o porto feliz dos ensaios, a sala fechada, a cumplicidade dos pares. A alegria de ganhar o mundo, os cômodos da casa, seus jardins, a rua em frente, as grande avenidas das grandes cidades. O coração de muitos e a língua de tantos outros.
Hoje é dia de teatro!

Antonio Fábio

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Baile dos Enamorados

Sábado dia 12 de junho é dia dos namorados e tem Baile temático com tudo diferente. Ou quase tudo. O Baile que é a sua discoteca de música brasileira, terá na linha de frente os mesmos dois zagueiros não-convocados por Dunga, os também DJs, camilofróes e el Cabong. Teremos samba, rock, samba-rock, frevo, forró e batucada, isso também permanece. Vai ser uma festa animada com sorrisos de boca inteira, nisso também não mexemos. Mas o resto mudou. Excepcionalmente e especialmente, o Baile acontecerá no palco principal do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, devido à reforma do nosso lar original. O estacionamento é amplo, a cerveja é Skol e infelizmente não aceitaremos nenhum cartão. Começará quase pontualmente às 23h, custará 12 reais, sem consumação mínima.

Esta edição do Baile, que segundo consta, é a de número 34, não é apenas um Baile. Fechamos duas parcerias legais. Este Baile é a festa de promoção do espetáculo Os Enamorados, que está em cartaz no Teatro Vila Velha durante o mês de junho. E é também a festa de encerramento do projeto Interação e Conectividade, do Grupo Dimenti, o que é muito bom, pois já é garantia de um bom número de amigos e gente louca para se divertir. No Teatro Vila Velha, as regras são outras e algumas coisas é preciso saber. A mais importante delas é que não trabalharemos com cartões. É só dinheiro. A compra de bebidas será feita através de ficha. A cerveja vai ser Skol em lata e as bebidas quentes vão comparecer. Não vai poder fumar como já não pode em qualquer lugar, e teremos som em apenas uma pista maior. Vai ser um Baile bem diferente, e por isso mesmo, imperdível.

el Cabong e camilofróes mantém a pegada e a qualidade que seguram a festa há quase 3 anos, com variações entre novo, clássico e antiguidades, tanto do samba, como do rock, do xote e de gêneros menos classificáveis. Teremos momentos especiais de amor e de dançar juntinho para você que levar o seu namorado ou sua namorada para dançar e ser feliz, mas a noite também vai ser para quem quer esquecer que é dia dos namorados e simplesmente dançar até o pé começar a reclamar.

Então vamos revisar: Baile Esquema Novo dos Enamorados e do Interação e Conectividade, especialmente no palco do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, às 23h, mais barato, 12 reais, com cerveja Skol, sem aceitar cartão - só dinheiro, com estacionamento e muito amor. Outro clima, outro espaço, novas aventuras, esperamos você lá, que esse Baile vai ser pra namorar.

SERVIÇO

Baile Esquema Novo dos Enamorados e do Interação e Conectividade
com
camilofróes
el Cabong

12 de junho
sábado
às 23h
r$12

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Da história de Os enamorados


Em janeiro de 2007, entrei pela primeira vez no Piccolo Teatro. Fazia um frio de rachar em Milão com neve e tudo, e ali no Piccolo senti o calor de casa. Calor da casa não só do Brasil, mas da casa dos meus avós milaneses que nunca conheci, mas que por coincidência haviam morado ali por perto.

Me aceitaram como ouvinte na Escola de Teatro do Piccolo e assim acompanhei durante seis meses as aulas, ensaios e apresentações de um talentoso e simpático grupo de jovens atores italianos.

Esta foi uma experiência incrível, da qual nunca vou me esquecer. A seriedade e disciplina daqueles jovens atores era invejável. Não deveria ser de outra forma, já que eram cerca de 20 atores de toda Itália e tinham sido escolhidos dentre tantíssimos. Invejável também era a equipe de professores, que tinha em sua maioria mais de 60 anos, dentre eles: Luca Ronconi, Enrico d’Amato, Lydia Stix e Marise Flach (www.piccoloteatro.org).

Ao final dos 6 meses, o grupo foi dividido em 2 subgrupos, os quais encenaram “A Gaivota” de Tchekov e “Os Enamorados” de Goldoni.

Assim, conheci “Os Enamorados” e também me enamorei. Era um texto do Goldoni que não conhecia.

Quando cheguei ao Brasil, tive vontade de traduzir o texto, já que ninguém tinha ouvido falar e que se tratava de um autor italiano tão conhecido.

Só comecei a traduzir “Os Enamorados” de fato quando Antonio Fábio e Will Brandão mostraram interesse em ler o texto. Esse foi meu grande estímulo. Cada nova cena que traduzia eu ia enviando para eles, que iam juntando as cenas dos próximos capítulos e construindo a história do casal de namorados.

Foi um trabalho muito difícil, árduo. Nunca havia traduzido um texto antes e não sabia que era tão trabalhoso. Cada palavra a ser traduzida era muito bem estudada, ainda mais por se tratar de um texto do século 18 com uma linguagem que não se ouve nas ruas da Itália de hoje.

Para dificultar ainda mais a tradução, o texto de Goldoni tinha expressões de época em uma espécie de milanês, pois o texto original se passa em Milão. No entanto, eu tinha uma carta na manga: Renata Proserpio, minha mãe caríssima, que aprendeu como primeira língua o milanês e me ajudou muito na tradução. Outra ajuda super importante foi a de Lívia Cunha, amiga que também morou na Itália e que acelerou o processo de tradução.

A idéia não foi a de traduzir o texto para seu equivalente em português. O texto foi traduzido com o intuito de montar o espetáculo, e assim, já no processo de tradução, algumas adaptações foram feitas de acordo com o contexto que queríamos retratar. O texto de Goldoni parecia muito formal; com uma linguagem distante de nossa época; com modos formais de tratamento entre as pessoas que a língua italiana naturalmente possui; e com expressões italianas e construções de frase que não se entenderiam bem se fossem traduzidas ao pé da letra. Buscamos uma linguagem um pouco mais coloquial, mais próxima do público.

Com o texto traduzido, pensávamos ter em mãos a única versão para o português dos Enamorados, mas finalmente descobrimos através do ator Agê Habib que existia sim uma tradução chamada “Os Apaixonados”, encontrada no Rio de Janeiro. Entretanto, esta foi uma tradução que não contribuiu para o nosso espetáculo, pois nos soava antiga. O título “Os Apaixonados” parecia também ser inadequado, já que Goldoni escreve o texto inspirado nas personagens típicas da commedia dell’arte que são os enamorados. Normalmente, os enamorados são personagens que se amam, mas que, por algum motivo externo a eles, não conseguem ficar juntos. Neste texto de Goldoni, os enamorados são os protagonistas da história e também se amam, mas que, por motivos intrínsecos a eles mesmos, os ciúmes, não conseguem ficar juntos.

Afinal foram meses de tradução, mas o texto que utilizaríamos para a peça ainda não era aquele. Precisávamos de cortes e adaptações e isso quem se encarregou foi o diretor Antonio, para que pudéssemos contar a nossa versão dos Enamorados de Goldoni.

Gostaria de agradecer às contribuições de Renata Proserpio e Lívia Cunha à tradução e também aos atores e diretor do espetáculo, que durante os ensaios encontraram palavras mais adequadas para contar essa história.

As palavras que usamos em cena são apenas pretexto.

Luisa Proserpio

Teatro Saladistar




Foi no espetáculo "Salomé, de Oscar Wilde" do Teatro Saladistar onde tudo começou...nas pausas dos ensaios desta tragédia de Wilde, Antonio Fábio, Luisa Proserpio e Will Brandão costumavam conversar sobre teatro...e assim dessas conversas surgiu o projeto do espetáculo "Os Enamorados".

Além de Antonio, Luisa e Will, outros nomes do espetáculo "Os Enamorados" já fizeram parte de trabalhos do Saladistar: Rodrigo Frota, Danillo Novais e Ciro Sales.

Temos muito a agradecer à diretora do Teatro Saladistar, Amanda Maia, que não por acaso proporcionou o encontro destes enamorados.

Um abraço enamorado a todos do Saladistar!

Saiba mais sobre Teatro Saladistar: http://www.teatrosaladistar.com/nucleo/

O Teatro Saladistar surgiu em 2007, a partir do encontro de um heterogêneo grupo de artistas oriundos, em sua maioria, da Escola de Teatro da UFBA e liderado pela diretora teatral Amanda Maia. O coletivo realiza pesquisas e investigações cênicas numa proposta contemporânea e polissêmica dos signos de nosso tempo, aliando teatro à música e à dança. O Saladistar já montou A Serpente, de Nelson Rodrigues, e Salomé, de Oscar Wilde, espetáculo indicado a dois prêmios Braskem de Teatro em 2009, vencedor com o cenário de Rodrigo Frota. Investe agora em um texto inédito, o espetáculo 'O Avesso de Eva', de autoria e direção de Amanda Maia, em cartaz até Dezembro na Fundação Casa de Jorge Amado.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Léo Azevedo


Léo Azevedo clicou o elenco. Ficamos lindos! As fotos estarão estampadas no programa e também nas peças de divulgação do espetáculo. E não é só! Planejamos tê-lo como autor das fotos de cena.
Quer saber mais sobre o Léo? Veja aí os seus contatos:

Léo Azevedo
Fotógrafo
(71) 9983-3346
http://dotempoedaidade.blogspot.com/
http://www.flickr.com/photos/leoazevedo/
http://www.twitter.com/leoazevedophoto

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quem nunca sentiu ciúmes?



Quem nunca sentiu ciúmes que atire a primeira pedra...
Convidamos você a deixar registrada aqui uma situação tragicômica da vida real em que o ciúme foi protagonista.

Enquete: tempero ou doença?



Tem gente que diz que o ciúme é o tempero do amor. Outros dizem que ciúme é doença.
E você o que acha?
Deixe aqui sua opinião. :)

Ensaio embate Eugênia e Fulgêncio

http://www.youtube.com/watch?v=r5h9CM8eQkY

Leonardo Hernandes
























Aqui mais um artista que participa da equipe que faz Os Enamorados.
Leonardo Hernandes contribuiu com a sua experiência em Dança criando vinhetas e pequenas frases coreográficas que fazem sentido na vida íntima do espetáculo.
Mais sobre ele:

Nascido em Belo Horizonte em março de 1973, autodidata já em 1991 estreou seu primeiro espetáculo teatral: “É a Cara do Pai” do grupo A Culpa é da Mãe (atual Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo). Em 92/93 atuou de “Romeu x Julieta – A comédia” do mesmo grupo. Com este espetáculo ganhou o prêmio de Ator Revelação do Festival de Teatro de Planaltina. Ainda em 93 passou a integrar o grupo Esquadrão da Vida sob a direção de Ary Pára-raios, onde protagonizou “Na Rua com Romeu e Julieta”. Em 96 iniciou seu trabalho como bailarino na Cia. Márcia Duarte de Dança Contemporânea no espetáculo “Movimentos do Desejo” que foi apresentado em 97 no Contra Dança em São Paulo-SP, na Sala Martins Penna do TNCS em outubro de 97. Em 98, participou do Festival de Dança Contemporânea de Barraquilla, do Festival Internacional de Dança de Bogotá - Colômbia, integrou a mostra “Dança Brasil” do CCBB do Rio de Janeiro e do Festival de Dança de Campina Grande-PB. Em 1999 passa uma temporada em Berlim, Alemanha onde tem aulas de dança contemporânea, teatro dança, pilates e participa de uma série da TV Alemã. Retorna ao Brasil em 2000, sendo contratado como bailarino pelo grupo Anti Status Quo Cia de Dança de Brasília, integrando o espetáculo “Dalí“ com apresentações em Brasília, Goiânia e Palmas. No mesmo ano, atuou no espetáculo teatral “A Caravana da Ilusão” de Alcione Araújo com Cia. de Teatro Piramundo. Em 2001 inicia seus próprios projetos em parceira com o produtor e diretor James Fensterseifer realizando no espetáculo “Colóquio dentro de um Ser” patrociando pelo CCBB e apresentações no Teatro Nacional e no FILO - Festival de Londrina em 2002 e, também “Cosme Trepado” uma adptação do livro “O Barão nas Árvores” de Ítalo Calvino. No mesmo ano integra o elenco “Docenovembro” com direção de Júlio Cruccioli também com apoio do Centro Cultural do Banco do Brasil em Brasília e realiza seu primeiro solo com direção de Ricardo Guti, sucesso de público, “Ariano e Catirina” baseado nas obras do escritor Ariano Suassuna. Em 2005 integra o elenco de “Ventiras & Merdades” direção do renomado diretor Fernando Villar com apresentação na Sala Martins Penna do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, DF. Em 2006 atua em “História Redonda Sobre o Nada” texto de Arthur Tadeu Curado e direção de Rachel Mendes na sala Plínio Marcos Complexo da Funarte-DF. A partir de 2006 passa a integrar o “Grupo dos Homens” grupo experimental de estudos sobre a masculinidade. O grupo monta dois espetáculos com essa temática: “Casa de Bonecas – Servido por Homens” em 2007 e “Com que Roupa? em 2009.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Figurinos


Como já dissemos aqui, o artista responsável por vestir as personagens de Os enamorados chama-se Nei Lima. Aqui uma pequena amostra do seu trabalho.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

32

"32 é o número de dias até a estréia de Os enamorados.
32 dias para aprender a dançar com os elementos técnicos que aos poucos juntam-se aos atores.
32 dias para pisar os passos no assoalho vermelho do palco, afinar-se com o som da trilha sonora e seus silêncios, tornar pele o tecido da roupa, se aquecer na luz e não ter medo do escuro.
32 dias para aprender a namorar com o espectador, ficar noivo e casar e ter filhos".

Antonio Fábio

sábado, 1 de maio de 2010


O ciúme será o tema principal da mostra coletiva “O Ciúme Ilustrado”, sob
curadoria da artista visual Andrea May. A exposição estará aberta a visitação
pública em junho no Teatro Vila Velha e é uma ação integrada à estréia e
temporada do espetáculo teatral “Os Enamorados”, do qual May também assina a
arte gráfica.
O espetáculo teatral “Os Enamorados”, com tradução inédita do texto de Carlo
Goldoni e direção de Antonio Fábio, tem o ciúme e a paixão como protagonistas. O
mês de junho, “Mês dos Namorados”, foi escolhido para a estréia deste projeto
integrado, que abordará a relação entre amor e ciúme – tema recorrente entre os
casais – de forma leve e divertida, porém contundente. Espera-se que o público
possa, além de celebrar o amor, refletir sobre uma problemática corriqueira da
relação a dois.
A seleção de obras para a exposição teve seu processo todo realizado em meio
virtual. May, vem adotando esta metodologia após algumas experiências bem
sucedidas com eventos da Street Art, que simplifica questões de logística (parte
orçamentária, tempo) e garante diversidade estética e total liberdade de
interpretação dos artistas sobre o tema.
Está prevista a participação de artistas de vários estados e todas as etapas, além
das informações completas dos mesmos, estarão registradas no hot-site:
http://ociumeilustrado.blogspot.com/

Sábados


Os ensaios de sábado tem sido dedicados à experimentações. Então passamos as tardes exercitando as possibilidades para o desenho das cenas, brincando com novas configurações e com as dimensões de espaço e tempo.
Sempre pensamos numa estrutura tridimensional, ao contrário da bidimensionalidade das comédias. A frontalidade limitava a expressividade e preferimos nos arriscar em unidades cortadas, sobrepostas, camadas de atores, e exercitar com platéia virtual nos quatro lado de nossa ilha vermelha. Então é comum, nos sábados, os atores realizarem de costas pro espectador ou eu dirigi-los do lado oposto a platéia frontal. Isso sem falar, num espectador que transita nos quatro lados do palco a seu bem prazer, e os atores com a função de segui-lo.
Coisa de maluco ou de artistas interessados com a produção de um sentido pra narrar a ação de Os enamorados.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comportamento físico das personagens no espetáculo.



A trama do espetáculo Os Enamorados envolve três classes sociais: A aristocracia, a burguesia e a plebe.

A direção tem nesse momento a difícil tarefa de tornar física uma movimentação diferenciada para cada uma dessas classes sociais.

Como representar o caminhar altivo da burguesia?

Como representar a subserviência da plebe de maneira que o público a perceba?

De que maneira tornar físico o desejo da burguesia de imitar a aristocracia, como se movimentaria a burguesia?


O Diretor Antonio Fabio responde a essas perguntas através do breve depoimento:



"Os aristocratas tem os pés aéreos.
Já os burgueses tentam copiar a flutuação dos pés dos seus antigos senhores e a plebe, servil e subalterna, tem os pés de chumbo.

Os aristocratas tem pássaros nas mãos, que voam livres em suas gaiolas douradas.

Os burgueses tem mãos de aves soltas, galos de briga, arrepiados. A plebe tem as mãos de objetos de labor, enxadas, machados, facas e ancinhos."


Antonio Fábio

domingo, 25 de abril de 2010

Parceria com o a "Casa Preta - Espaço de Cultura"




Uma das importantes parcerias firmadas para o espetáculo "Os Enamorados" é a parceria do Casa Preta - Espaço de Cultura, um belíssimo casarão de 3 pavimentos, da década de 30, cuja administração atual está voltada para o apoio e fomento às diversas formas de arte e cultura.

A Casa Preta, cedeu o seu espaço para que o diretor Antonio Fábio utilizasse no processo de ensaios e preparação corporal da montagem de Os Enamorados.

Seguem algumas fotos dos ensaios no Espaço:





Passos de dança na Casa Preta



Trabalho de corpo com Fábio Fernandes


Passando o texto com Antonio Fábio

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Processos de ensaio 1

O espetáculo Os Enamorados estréia dia 04 de Junho de 2010 e ficará em cartaz durante todo o Mês dos Namorados.

Enquanto aguardam o espetáculo, vejam algumas fotos do nosso processo de ensaio:




Will Brandão e Luisa Proserpio na escola de teatro da UFBA





Will e Luisa, ou Fulgêncio e Eugênia??





Calçados Enamorados



Oficina Gratuita

sábado, 17 de abril de 2010

Com a palavra, Antonio Fábio

Os Enamorados, com direção de Antonio Fábio, é a montagem de uma comédia de Carlo Goldoni, que conta a história de Eugênia e Fulgêncio, um casal de namorados movidos por uma paixão avassaladora que os separa.

Bom, como aqui no blog, já falamos um pouco sobre o texto de “Os Enamorados”, sobre o teatro de Carlo Goldoni, falemos então um pouco sobre a adaptação e montagem com direção de Antonio Fábio.

Ninguém melhor para falar sobre esse assunto do que ele mesmo...

Com a palavra, Antonio Fábio:


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Equipe Técnica

(foto: Junix)

ANDREA MAY - Ilustrações das peças gráficas e curadoria da mostra coletiva "O Ciúme ilustrado"


Graduada em Artes Plásticas participou de várias exposições e salões; com incursão pela Street Art realizou projetos coletivos e foi uma das pioneiras da Toy Art no Brasil. Além de desenvolver ilustrações, blogdesign, criações para moda, live paint, videoarte, atua profissionalmente como consultora artística, compositora e vocalista. Durante o ano de 2009, residiu em Montréal (Canadá) onde foi convidada para participar da mostra coletiva "Acrobate" (Galeria Usine 106U) e realizou a exposição individual #000000 (Studio Molykulte). De volta a Salvador, vem realizando projetos como o Dupla em Dinâmica, Off Topic Urban Blog, dentre outros. Mais informações: http://www.andreamay.com.br/



(foto: Mariana David)


Camilo Fróes – Trilha sonora


Baterista no espetáculo infantil vencedor do Prêmio Braskem, “Imagina Só... Aventura do Fazer” da Companhia Novos Novos em 2001, músico e ator de “A Pena e a Lei”, de Ariano Suassuna, em 2003, funda junta com Vinicio de Oliveira Oliveira A Outra Companhia de Teatro.
No primeiro espetáculo da nova companhia, ”Arlequim - Servidor de Dois Patrões”, colabora com a trilha de João Meirelles e Moreno Pacheco, com letras de diversas músicas cantadas em cena. Trabalha como ator, produtor na peça que é indicada a Melhor Espetáculo para o Prêmio Braskem de 2004. Em 2005 monta um espetáculo musical infanto-juvenil com a Companhia Teatro dos Novos, ”Rerembelde”, de Gordo Neto, e cria e atua com Jarbas Bittencourt na "Rádio Umbigo", a rádio cômica do espetáculo premiado pela UNESCO, “Da Ponta da Língua à Ponta do Pé”, da Companhia Viladança. Em 2006 volta a contribuir com música, arranjo e letras na trilha de João Meirelles para o espetáculo “O Contêiner”, em que também é ator, pela Outra Companhia de Teatro. Em 2007 O Contêiner integra a Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba. Também em 2007 inicia a sua carreira como "DJ camilofróes" e cria com Marina Novelli, Greice Schneider e Luciano Matos, o “Baile Esquema Novo”, festa mensal de música brasileira que acontece regularmente até a presente data. Em 2008 nova colaboração com João Meirelles com músicas e letras na trilha de “O Pique dos Índios ou A Espingarda de Caramuru - Uma homenagem a Haydill Linhares”, pela Outra Companhia de Teatro. Em 2008 passa a produzir, compôr e tocar com o “Coletivo über Glam”, conjunto musical de eletro-rock, figurando em festivais como Boom Bahia e o recente Baianada. Em 2009, é DJ nos espetáculos “O Cravo e a Rosa”, no Theatro XVIII e “Alvoroço”, na Sala do Coro do TCA. Atualmente compõe em parceria com Ronei Jorge (o dos Ladrões de Bicicleta) a trilha sonora original de “Dança em Quadrinhos”, espetáculo de dança para crianças de Leandro de Oliveira com estreia marcada para 29 de abril e também dos Enamorados, enquanto prepara projetos de produção de um disco em parceria com Jarbas Bittencourt e integra o Conselho Gestor da Rede Música Bahia.

Equipe Técnica


(foto: Leo Azevedo)


Rodrigo Frota - Cenógrafo


Rodrigo Frota é formado no curso de Artes Cênicas – Bacharelado em interpretação teatral pela UFBA. Cursou durante seis semestres Arquitetura e Urbanismo na UNIFOR (Universidade de Fortaleza). Em Salvador fez os workshops de J.C. Serroni em 2007 (selecionado para assinar a cenografia do espetáculo do Núcleo do TCA em 2008), Pamela Howard em 2008 e Hélio Eichebauer em 2009. Hoje é aluno especial do Mestrado em Artes Cênicas.
No Ceará entre 1998 e 1999, trabalhou na confecção e concepção do cenário da peça “D’outro lado de lá” junto com Diana Pinheiro e da peça “Os Cândidos” dos princípios básicos de teatro, ambas com direção de João Andrade Joca e da peça “Fala baixo senão eu grito” de Leilah Assunção com direção de Francinice Campos.
Em Salvador, foi assistente de cenografia de Eduardo Tudella nas peças: “Oito Mulheres” de François Ozon em 2003, “Sábado, Domingo e Segunda” em 2006 ambas com a direção de Harildo Deda e “Jogos na hora da sesta” Roma Mahieu foi assistente de Zuarte Jr. em 2005. Entre 2004 e 2009, assina a cenografia dos seguintes espetáculos: “Só o fárao tem alma” dir. Carol Vieira, “Verde hemorragia” dir. Grasca Regina, “Solidão” dir. Almiro Andrade, “O Zôo da noite” dir. Sandra Villa, “Noivas” dir. Sandra Villa, “Espere nascer o sol” dir. Sandra Villa, “A serpente” dir. Amanda Maia, “A casa de Bernada Alba” dir. Fabiana Monsalu, “O submarino” dir. Antonio Marques, “Policarpo Quaresma” dir. Luiz Marfuz (Núcleo TCA 2008), “Salomé” dir. Amanda Maia, “Atire a primeira pedra” dir. Luiz Marfuz, “Álbum de Família” dir. Paulo Henrique Alcântara, “A Canoa” dir. Jacyan Castilho, o show musical “MPBeat” de Chico Gomes e o show “10 anos do Teatro SESC Pelourinho” dir. Luiz Marfuz.
Fez a acessória cenotécnica do espetáculo “Cantata para piano e pedras – Opus 68” direção de Paulo Cunha para o XXIV curso livre de Teatro da UFBA em 2009. Trabalhou também nos shows de comemoração dos 30 anos do pólo industrial de Camaçari, com o show de Maria Betânia no Teatro Castro Alves e de Armandinho na Cidade do Saber ambos com direção de Luiz Marfuz, onde fez assistência de direção e assistência cenográfica e o show “Samba de Roque” com a cantora Clécia Queiroz na sala do coro em 2009.
Foi vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2009, na categoria revelação pelos cenários de “Salomé”, “Atire a primeira pedra”, “Policarpo Quaresma” e “Álbum de Família”.



Nei Lima - Figurinista


Estudante de Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela Universidade Estadual da Bahia- UNEB. Artista plástico e figurinista, desde 2006 realiza pesquisa voltada à moda e indumentária como elemento estético e ornamento do corpo. Em agosto de 2009 trabalhou como assistente de figurino no curta metragem “A Morte de D. Jota em Paris”, e na décima quarta montagem do Núcleo TCA, “Jeremias, o Profeta da Chuva”. Assinou importantes espetáculos de dança e teatro: “Judite quer chorar, mas não consegue!” (Dança 2006-2009), “Em Busca do vento” (Teatro 2008), “Seis personagens a sua procura” (Teatro 2008).
Ministrou Oficina de figurino e maquiagem no “I Curso Livre de Teatro de Vitória da Conquista” (2008). Ainda em 2009, fez o cenário do show “Comigo ninguém pode” da cantora Sandra Simões, em temporada nos meses de janeiro e fevereiro. Como artista plástico foi selecionado para o Salão Regional de Artes Visuais, edição Vitória da Conquista (2008) com a obra “Sagrado Coração, valha-me”. Nei Lima participou ainda, como ator, dos espetáculos “S.O.S Pindorama: Quem é o culpado?” (2002) e “Agonia” (2004) no Projeto Teatro de Cabo a Rabo do Teatro Vila Velha, ambos do diretor Roberto de Abreu, e do vídeo experimento “Descontinuo” (2007), dirigido pelo cineasta Paulo Tiago.



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Direção


(foto: Rodrigo Zaehis)

Antônio Fábio


Antonio Fábio é Bacharel em Artes Cênicas nas modalidades Interpretação e Direção e Especialista em Educação e Linguagens Artísticas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes da Fundação Brasileira de Teatro, Brasília, DF.
Estreiou como diretor profissionalmente com a montagem de Quarteto, de Heiner Muller, apresentada em curta temporada no Teatro Dulcina, Brasília, DF, no ano de 1990. Graduou-se em direção com a montagem de O Inspetor Geral na Sala Conchita de Moraes do Teatro Dulcina de Moraes no ano de 1991 em Brasília, DF.
De lá prá cá dirigiu espetáculos profissionais e acadêmicos como Hamlet de W. Shakespeare com o grupo A Culpa é da mãe, apresentada no Teatro Garagem do SESC, Brasília, DF no ano de 1994, Tradição e Contradição de Miqueias Paz na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília, DF em 1992 eRosita, de Federico Garcia Lorca, que estreiou em Brasília no ano de 1995 e participou do vários festivais e mostra de teatro brasileiro, como a XI Mostra de Teatro de Sertãozinho no ano 1995.
Coordenou o projeto Teatro Porta Aberta da Companhia da Ilusão em Brasília, DF e diversos alguns dos espetáculos do mesmo projeto como Arlequim, Servidor de 2 Amo, de Carlo Goldoni no Teatro do Conjunto Cultural da Caixa no ano de 1998; A Vida é Sonho de Calderon de La Barca no Teatro do Conjunto Cultural da Caixa, Brasília, DF no ano de 1999; O Burguês Fidalgo de Molière no Teatro do Conjunto Cultural da Caixa, Brasília, DF, também apresentado no Teatro Municipal de Luziânia, GO e no Teatro Pompeu de Pina em Pirenópolis, GO no ano 2000; O Inspetor Geral de Gogol na Sala Martins Pena do teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília, DF em 2001; Sonho de Uma Noite de Verão de W. Shakespeare no Teatro do Conjunto Cultural da Caixa, Brasília, DF no ano de 2003.
Coordenou o Work in process, O Fio de Ariadne do Grupo Ovo apresentado no I Simpósio Brasileiro de Semiótica na Finatec, Brasília, DF no ano 2004 eNarrativas Para Fo e Rame, de Dario Fo e Franca Rame apresentado em curta temporada no Teatro de Bolso da Companhia da Ilusão, Brasília, DF no ano de 2006.
Estreia como diretor teatral na Bahia com a montagem de Os enamorados de Carlo Goldoni em junho de 2010.


(foto: Will Brandão)

Fábio Fernandes - Assitente de Direção e Preparador Físico

Licenciado em Educação Física e Bacharel em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia. Iniciou curso de Teatro no SESC de Salvador em 1999, onde participou de diversas montagens de sala e para espaços abertos utilizando o pseudônimo Fábio Oliveira “A Incelença”, de João Augusto, “A torre em concurso” de Joaquim Manuel de Macêdo, etc.). Em 2000 participou de oficina de interpretação com o ator Marcelo Prado que culminou com a montagem do espetáculo “O Último Evangelho”, de Aninha Franco, atuou também no espetáculo “Os Fuzis da Senhora Carrar” de Bertolt Brecht com direção de Cecília Raiffer. Em 2001 participou da montagem do texto “Diálogo Noturno com um homem vil” de Friedrich Durrenmatt, direção de Carla Ribeiro. Em 2002 ingressou no curso de
Bacharelado em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia e atuou no espetáculo, “Em Alto Mar”, de Zlavomir Mrozek, direção de Diego Nicolin, a partir
desta montagem adotou o pseudônimo Fábio Fernandes. Em 2003 e 2004 deu vida ao personagem Benedito, protagonista do espetáculo “A Pena e a Lei”
de Ariano Suassuna, com direção de Vinício Oliveira. Em 2004 teve os seus primeiros contatos com o teatro físico em oficina ministrada pelo Professor, Diretor, Ator e Doutor em Artes Cênicas Érico José. Em 2005 atuou, produziu, fez a preparação corporal e dividiu com Kleber Santana a direção do espetáculo
“O Casamento Suspeitoso”, outro texto de Ariano Suassuna. Em 2006 foi convidado a participar do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” com o grupo Rapsódia.
Em 2007 integrou o elenco do espetáculo infantil “Putz- A menina que buscava o sol” de Maria Helena Kuhner, direção de Zana Tourinho. Neste mesmo ano participou de oficinas de dramaturgia no SESC de Salvador, onde dirigiu uma leitura e atuou em mais quatro, entre elas as leituras dramatizadas de “Dorotéia e Anjo Negro” de Nelson Rodrigues. Em 2008 participou das montagens “Salomé” de Oscar Wilde, direção de Amanda Maia, e “A Farsa da Boa Preguiça”, texto de Ariano Suassuna com direção de Harildo Deda. No ano de 2009 protagonizou o espetáculo “A Caravana dos Sonhos”, adaptado do texto Caravana da Ilusão de Alcione Araújo, direção Osvaldice Conceição. Fábio também atua como professor da rede pública estadual da Bahia desde 2000 e, quando solicitado, ministra oficinas de teatro em escolas públicas e particulares de Salvador e interior do estado.

Elenco


Lis Luciddi

Há dez anos atua em publicidade, inclusive em filmes institucionais. Esteve em cartaz em 2007 com os espetáculos "O Gato de Botas" e "As Mulheres só Falam Disso", ambos sob a direção de Gil Santana; em 2008, com “Camarim: O Musical das Estrelas”, dirigido por Michael Cavalcanti.
Em fevereiro de 2008, atuou em um longa-metragem intitulado "Rodavlas ed Lavanrac", dirigido por Giovani Almeida.
Em julho de 2008, atuou na minissérie "Ó paí, ó", produzida pela Rede Globo de Televisão.
Em 2009, estudou interpretação no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Lá participou da novela “Poder Paralelo”, produzida pela Rede Record de Televisão. Ainda em 2009 fez parte do elenco principal da série “Selva Corporativa”, produzida na cidade de São Paulo pela Editora Abril e veiculada na TV Ideal, além de participar da cobertura do carnaval de Salvador pela Band. Atuou ainda nos curtas-metragens “Cine Maracangalha”, dirigido por Rada Rezedá e “Encontro”, dirigido por Di Salusttiano.




Agê Habib


Iniciou carreira profissional em 1982 participando do IV Curso Livre de Teatro, ministrado pelo Teatro Castro Alves, com a montagem de Decamerão.
Atuou em diversos espetáculos e musicais adultos e infantis, sendo indicado ao Troféu Martim Gonçalves - prêmio dado aos melhores do teatro baiano - por três vezes consecutivas, ganhando, em 1986, o troféu de melhor ator baiano na categoria infantil,com o espetáculo O Último Bruxo da Terra.
Em 1987 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez cursos de interpretação para vídeo e palco e cursos de formação de atores para TV, com profissionais renomados, atuando em montagens teatrais como O Estado de Sitio, Caxuxa, Estórias e Sonhos, entre outros e como elenco de apoio no filme Xuxa e os Trapalhões e O Mistério de Hobin Hood.
De volta a Salvador em 2002, participou da montagem de Capitães da Areia, da Cia Baiana de Patifaria, com apresentações em vários teatros da capital baiana e interior.
Em 2007, convidado pela Cia de Teatro Gente, atuou em Uma Mulher Vestida de Sol, primeiro texto para teatro escrito por Ariano Suassuna.
Em 2009, convidado pela Cia Teatral Dendê In Cena, integrou o elenco de Um Velório Muito Estranho.


Elenco


(foto: Will Brandão)


Inácio Deus

Integrante da Outra Companhia de Teatro, grupo residente do Teatro Vila Velha, Inácio trabalha com teatro desde 1999, tendo participado como ator de espetáculos como: Remendo Remendó, 2001; A Pena e a Lei, 2003; Arlequim – Servidor de dois patrões, 2004-2009, com direção de Vinício Oliveira; Debaixo D’água em cima d’areia, 2006- 2008, com direção de Vinício Oliveira; e Sonho de uma noite de verão, 2006- 2007, com dir. de Márcio Meirelles.
Trabalhou ainda como dançarino nos espetáculos
Sem mil Palavras, 1999, e Ser Mentar, 2000.



(foto: Eurides Aoki)

Luana Matos

Iniciou sua carreira profissional em 2004 com o espetáculo ”Parque dos anjos” inspirado no texto “O Acontecimento” de Carlos Henrique Escobar. Em 2004 e 2005 atuou no espetáculo “Orí Ojú”, selecionado para participar do FSM (Fórum Social Mundial em Porto Alegre - RS).

Em 2005 participou do curta-metragem “Epitáfio”.

Nos anos de 2006 e 2007, atuou no espetáculo “Joaquim. Uma estória, um mistério...”, pelo qual foi indicada ao prêmio de melhor atriz do Festival Ipitanga de Teatro. Ainda em 2007 atuou em “A Bela e a Fera” e “A Cigarra e as Formigas”, ambas com adaptação e direção de Jorge Lins, “Corações Guerrilheiros” e “O Atheneu do nosso tempo” com texto e direção também de Jorge Lins.

Em 2008 apresentou o monólogo “El Gran Dictador” dirigido por Daidee Veloz em Sevilla na Espanha.

Em 2009, participou dos curtas-metragens “Sete + Hum”, “Reforma” e do espetáculo “A hora é agora”.


Elenco


(foto: Luisa Proserpio)

Danillo Novais

Fez parte Grupo de teatro Caçuá (Vitória da Conquista) entre 1999 e 2007. Nesta mesma cidade freqüentou os primeiros cursos na área de interpretação teatral e iluminação (Irmã Vidal-2005).
Em 2001 estreou seu primeiro espetáculo,O Auto da Conquista”. Em 2002 vieramO Cordel do Pavão Misterioso” e “a Cerca”, Direção de Marcelo Benigno, espetáculo que foi apresentado em diversos locais de Salvador e interior do Estado até o ano de 2007, eIde, Ò Logia – Vá Buscar seu Destino”. No ano de 2004 estreou O Cangaço na Cidade”, A Caixa Encantada” eA labuta de Uosto e Francisco Contra o Danado do Vestribular” . Em 2005 foi para a rua comA Cerca”. Em 2006 participou do espetáculo de dançaGirassóis”. Em 2007 atuou no espetáculo Em Busca do Vento, e em 2008 e 2009, do espetáculoSalomé” e atuou no infantilE O Lobo É Mau?”. Participou também do 10º festival de Cenas Curtas Galpãp Cine Horto BH, com a esqueteO Seqüestro” e do Fiac Ba no espetáculo Francês “L’EFET DE SERGE”.



Ciro Sales

Iniciou em 2002 sua formação em teatro, no curso profissionalizante da FSBA (Faculdade Social da Bahia), que resultou no espetáculo “O Viajante”, no Teatro ISBA. Em 2004, passa a integrar o Curso Ato, de Andréa Elia, e a sua companhia de teatro, com a qual realiza as montagens “A Importância de ser Prudente”, de Oscar Wilde, “A Virada”, de Cacilda Póvoas, e o musical infantil “O Fantasma de Canterville”, esses dois últimos vencedores, em 2007 e 2008, do Prêmio Braskem de melhor espetáculo por voto popular. Em 2008, integra o elenco da montagem "Habitat", da Companhia Viladança, aventurando-se na linguagem da dança contemporânea, e em 2009 estréia "O Avesso de Eva", dirigido por Amanda Maia. Realizou ao longo desses anos diversos cursos de formação em interpretação, técnica corporal e preparação vocal, fez locuções diversas e, como modelo, campanhas publicitárias e eventos de moda.


domingo, 11 de abril de 2010

Elenco


(foto: Nana Lima)

Luisa Proserpio

Iniciou a carreira de atriz em 2002, quando integrou o elenco da peça “O Beijo no Asfalto”, resultado do XVIII Curso Livre de Teatro da UFBA, um dos espetáculos premiados no Prêmio Braskem de Teatro 2004. Desde então participou de outros projetos em teatro como a leitura dramática “Stopem, Stopem” dirigida por Lázaro Ramos (2009); os espetáculos “Olho D’Água”, dir. Andrea Elia (2010); “O Olhar Inventa o Mundo”, dir. Felipe de Assis (5 indicações ao Prêmio Braskem de Teatro 2008); “Primeiro de Abril”, dir. Gordo Neto (2008); “Salomé”, dir. Amanda Maia (2 indicações ao Prêmio Braskem de Teatro 2008); “Carne em Verbo”, dir. Paulo Cunha (vencedor do Prêmio Estímulo a Montagem de Espetáculo de Pequeno Porte na Área de Teatro da Bahia 2006); a leitura dramática “Ponto de Partida”, dir. de Edwald Hackler (2006); entre outros – além de trabalhos em publicidade e cinema, como os longas “Quincas Berro D’Água” de Sérgio Machado, “Trampolim do Forte” de João Rodrigo, “Estranhos” de Paulo Alcântara, “Revoada” de Zé Umberto, e os curtas “Isto é Bom” de Joel de Almeida, “Doido Lelé” de Ceci Alves e “Premonição” de Pedro Abib. Em 2008, foi indicada ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria de melhor atriz, ao protagonizar o espetáculo "Salomé", recebendo a mesma indicação no Festival Ipitanga de Teatro em 2009.





(foto: Luisa Proserpio)

Will Brandão

Iniciou com o espetáculo “Os Saltimbancos” pela Cia. Zabelê de Teatro Infantil nos anos de 2000 e 2001, na oportunidade pode circular pelas cidades de Ilhéus, Jequié, Alagoinhas, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Barreiras, Paulo Afonso (no estado da Bahia) e Petrolina (no estado de Pernambuco). Atuou também, em 2002 no Espetáculo "A Bruxinha que Era Boa", no Teatro Salesiano, e em 2007 em espetáculos infantis pelo Teatro Gil Santana, onde protagonizou "O Gato de Botas". Foi aluno do 24º Curso Livre de Teatro da UFBA e participou da montagem “Percursos” (dirigida por Paulo Cunha) em 2008, além do espetáculo musical “Camarim” - Teatro Salesiano. Em 2009 atuou no espetáculo Salomé, de Oscar Wilde, dirigido por Amanda Maia (Teatro Martim Gonçalves), leitura dramática “Stopem-Stopem” (Teatro Vila Velha), dirigida por Lázaro Ramos. Ainda em 2009 estreou o espetáculo “O Avesso de Eva”(Café Teatro Zélia Gattai), direção de Amanda Maia, que também fez temporada em janeiro e fevereiro de 2010. No cinema fez uma participação no longa-metragem "Estranhos" - 2009 e no curta "A Morte da Bezerra" - 2002.


sexta-feira, 19 de março de 2010

O texto

Os enamorados é uma comédia do amor mal entendido. O ciúme e a paixão protagonizam o texto de Carlo Goldoni, escrito na segunda metade do século XVIII.

Estreada em Veneza em 1759, Os enamorados foi considerada como uma obra psicológica, na qual o teatro invade a vida e a explica. Seu fundamento é psicológico porque fala de duas pessoas, Eugênia e Fulgêncio, que estão doentes de amor. Seu sentimento resulta tão louco que propicia a destruição. O autor nesta obra reflete a sociedade em que vive. Assim, desmitifica a paixão e a converte em ridícula. Retrata o amor, esse sentimento incontrolado, que conduz aos maus tratos, ao ciúmes, a esse aspecto tão insano do amor.

Carlo Goldoni nos reflete em um espelho, para que possamos nos enxergar. Nos expõe ao ridículo para que assim nos demos conta da situação. No entanto, não toma partido de nenhum dos dois personagens, nem de Eugênia nem de Fulgêncio. Mostra-os refletidos para que se curem.

É uma obra bastante complexa. Aparentemente não acontece nada; mas com certeza, ocorrem muitas coisas.

Quando as obras tratam de seres humanos, nunca resultam simples, porque somos muito complicados.

Carlo Goldoni



Nascido em Veneza, no ano de 1707, Carlo Goldoni escreveu a sua primeira comédia aos 9 anos de idade e a última aos 77. Além de dramaturgo profícuo foi também responsável por uma reforma importante na arte do teatro.

Carlo Goldoni tinha como objetivo fazer do teatro um espelho do mundo e tornar as personagens e seus problemas o mais semelhante possível à realidade dos homens.

Em 1737, o poeta sentiu que era a hora de por em prática suas idéias sobre a renovação do teatro cômico italiano. Os principais pontos da reforma são a elaboaração dos argumentos das comédias em situações nitidamente retiradas de seu meio social; personagens de individualidade rica e aprofundamento psicológico; eliminação do caráter de improvisação das antigas comédias; o registro artístico da burguesia, e ainda, o teatro devia aproximar-se do mundo, revelar seus vícios e suas virtudes sem esquecer sua função exemplar.

É dessa época a escrita de Os Enamorados (1758), que estreou em Veneza no ano de 1759.

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